O MEU MOLHO DE CHAVES
Trago em meu bolso um molho de chaves. Chaves grandes, chaves pequenas. Chaves de meu quarto, de meu cofre, de meu carro... Chaves, muitas chaves. Chaves para abrir, chaves para fechar. Elas têm duas tarefas: elas abrem e fecham portas. E o meu molho de chaves aumenta cada dia: uma hoje, outra amanhã. Vejo que minhas responsabilidades aumentam cada dia.
São barulhentas, incomodam, atrapalham. Às vezes fico nervoso, pois se parecem umas com as outras, e o pior é que a certa é sempre a última. Paciência... Elas são insubstituíveis. Cada qual tem seu papel, sua porta, seu lugar...
Amigo, você pode ser uma chave certa para o mundo de hoje. Há portas trancadas. E você é a chave que os homens procuram. Veja como existem homens que se parecem com portões trancados: não falam, não dialogam, não se pronunciam sobre nada. São as portas cercadas pelas decepções e ingratidões.
Desejo ser aquela chave nas mãos dos outros. Pronta para abrir os portões dos estádios, onde as multidões se unem para aplaudir, para se alegrar. Quero ser uma chave capaz de abrir os portões entre os países. Desejo que o mundo encontre portões abertos para os encontros amigos.
Dai-me um molho de chaves, uma para abrir as portas da paz. Outra para abrir os portões da amizade sincera. Uma chave forte, resistente, para fechar as portas do mal. Mais outra chave dourada para as portas da confiança, da unidade em todos. Uma para trancar as portas da desconfiança. Quero dar muitas chaves aos jovens para que abram as portas da alegria, da amizade e da paz. Chaves às crianças para que abram as portas do amor. Aos idosos para abrirem as portas da constância e da fé.
Senhor, quero ter muitas chaves. Um grande molho de chaves para abrir as portas do bem para a humanidade.
Autor: desconhecido